segunda-feira, 6 de junho de 2011

fantoches é mentirosos









Calúnias e especulações






Perante a estupefacção da opinião pública em torno dos € 8.5 M dispendidos na contratação de Roberto, fácil era de entender que haveria a tentação – por parte da comunicação social - de tentar espremer a história além dos limites ditos razoáveis, como seria porventura «deitar a toalha ao chão» e admitir pura e simplesmente que o Benfica poderia ter feito apenas um mau negócio.

Assim, saltou à vista de todos uma perseguição ao atleta que por motivos sensacionalistas e óbvios foi alvo de uma campanha em que recorrentemente se viu sempre associado ao avultado montante. Por via de uns blogs benfiquistas – que segundo alguns Pais do sensacionalismo «valiam a pena» - o trabalho jornalístico irresponsável recaiu sobre os interesses pessoais de Luís Filipe Vieira.

As inverdades - que por sinal partiram de um blog e de um nickname de «Papoila Calmante» que na obsessão de promover José Veiga não entendia o alcance das suas falácias -, serviram de mote a alguns jornalistas que em detrimento de procurar esclarecimentos junto de LFV, optaram por timidamente fazer referência aos seus interesses pessoais, deixando subentendido algum fundamento nas «Jazzy» e nos «direitos de preferência das empresas de LFV na construção do novo Estádio do Atlético de Madrid».

LFV por seu lado – numa célebre entrevista à SIC que foi a todos os níveis mal conduzida -, acabou por dizer apenas que se «andavam a escrever coisas muito sérias e graves», abrindo a porta a que, caso houvessem dúvidas, o Benfica e ele próprio estariam disponíveis para prestar todos os  esclarecimentos.

Assim, alicerçado no facto de Roberto não ter demonstrado ao longo da época a consistência desejada para que possa ser unanimemente considerado um guarda-redes de topo (e que valesse o avultado investimento), vimos alinhados alguns jornalistas do Record, como Nuno Farinha, que em detrimento de esclarecer a opinião pública com o silêncio, optaram por lançar lenha para a fogueira, socorrendo-se de frases enigmáticas e cobardes como «Que bem se entendem Atlético e Benfica».

Os dislates foram esmorecendo e apenas a espaços vimos tendo oportunidade de ler os devaneios de uns quantos. Foi o teórico Rui Santos que, curiosamente seguindo o mesmo caminho de Miguel Sousa Tavares e deixando assim de se debruçar sobre as transferências enigmáticas do FC Porto, há semanas teve oportunidade de escrever uma carta aberta sui generis a LFV, batendo no peito enquanto se vangloriava de ser um acérrimo defensor da verdade desportiva.

Por via da complexidade do negócio de Júlio César...

Clique aqui para expandir a explicação do negócio de Júlio César.

Fonte: A Bola:

«A história começa na época 2007/2008, a segunda de Jorge Jesus no comando técnico do Belenenses. Com apenas Costinha e Marco Aurélio como opções válidas para a baliza, e num momento em que o clube fora sobressaltado pelo caso Meyong, o treinador entendia ser fundamental reforçar a baliza. Havia um nome sobre a mesa, Júlio César era o desejado: Mas o dinheiro, então tal como hoje, não abundava no Restelo. O clube que o agora guarda-redes do Benfica representava no Brasil estava em incumprimento salarial, pelo que havia a possibilidade de o jogador se libertar do vínculo alegando justa causa. Segundo fonte ligada ao processo contactada por A BOLA, foi necessário que Costa Aguiar, que representa Júlio César, intercedesse para acelerar o processo. O que fez. Mas o empresário passou a deter direitos sobre o jogador, pelo que, para que o guardião se pudesse transferir para o Restelo em tempo útil, era necessário liquidar a verba pedida por Costa Aguiar.

João Christo entra em cena
Fora do campo os azuis pretendiam alienar sete a oito por cento do capital social da sociedade desportiva e estavam em busca de marcas interessadas em patrocinar a equipa profissional de futebol. Um processo que estava a ser tratado com a necessária tranquilidade acabou por ser a chave do negócio. Em cena, conforme relatou a nossa fonte, entrou João Christo, disponível para investir na sociedade belenense. O empresário, que desbloquearia também a questão do patrocínio através da sua ligação ao Farol Design Hotel em Cascais, acedeu a ajudar para que Júlio César jogasse no Belenenses, adiantando a quantia necessária através da Silversharp, uma empresa de tecnologia e informática. O negócio, do conhecimento do então presidente Cabral Ferreira, já doente, e com a intervenção do administrador Miguel Ferreira, o homem forte do futebol azul, e do advogado Nélson Soares, em representação do clube, garantiu aos azuis os direitos desportivos de Júlio César, com os direitos económicos a repartirem-se entre Belenenses e João Christo.

Percentagens Alteradas
A mesma fonte explicou a A BOLA que o contrato previa três possibilidades numa futura transferência; i) Se Júlio César fosse transaccionado por um milhão de euros, valor bruto, ao Belenenses caberiam 30 por cento e à Silversharp os restantes 70; ii) entre um milhão e três milhões as percentagens seriam ajustadas para 40 e 60 por cento, respectivamente; se o Belenenses conseguisse negociar o jogador por um valor acima dos três milhões de euros, então o clube passaria para uma posição mais vantajosa, tendo direito a 60 por cento do valor da venda, revertendo os outros 40 para a empresa de João Christo. Jorge Jesus mudou-se entretanto para a Luz e, apreciador das qualidades de Júlio César, fez questão de o ver de encarnado vestido. Viana de Carvalho já assumira a presidência do Belenenses e foi com ele que Luís Filipe Vieira falou. O negócio fez-se em Agosto de 2009 por um milhão de euros e o Belenenses teria a receber, nos termos do acordo assinado com João Christo, 300 mil euros. Viana de Carvalho, porém, mantinha uma boa relação com o empresário e, sensibilizando-o para a situação do clube, conseguiu alterar os valores, que ficaram irmãmente repartidos. Nos cofres dos azuis entraram, assim, 500 mil euros. No novo acordo com João Christo, Viana de Carvalho conseguiu ainda outra coisa, segundo a mesma fonte. O Benfica pagava o milhão de euros através da entrega ao clube de um cheque referente à primeira prestação - foi também emitido um outro para o pagamento do IVA sobre a transacção e A BOLA apurou ainda que o Benfica liquidou também à empresa Eurofootball, Lda., o valor de 50 mil euros pela intermediação do negócio, um valor que foi incluído no montante do investimento referente ao atleta – e de 23 letras, que, depois, deveriam ser descontadas, alternadamente, por clube e empresário, a quem foram endossadas. Mais uma vez, João Christo acedeu e o clube recebeu as 11 primeiras letras, correspondentes ao valor que somado àquele cheque perfazia 500 mil euros. Foi então que surgiu um problema, a banca recusou-se a pagar as últimas 12 letras apresentadas pela Silversharp, por entender que a empresa não tinha como objecto de negócio a área desportiva.

Uma terceira parte
De acordo com a nossa fonte, a empresa mudou entretanto o seu nome para S-Club  Unipessoal, Lda., mas manteve o mesmo número de contribuinte na Conservatória do Registo Comercial e a mesma gerência. O impasse manteve-se e perante isso João Christo conversou com Luís Filipe Vieira para que os restantes 500 mil euros fossem liquidados em dinheiro vivo. Para que a tal medida tivesse sucesso houve uma terceira pessoa, cuja identidade não é revelada, que assumiu a posição pelo endosso da letra. Refira-se que sobre este negócio o Relatório e Contas da SAD encarnada referente ao exercício de 2009/2010 faz referência a uma dívida ao Belenenses com dois valores diferentes. O primeiro, de 416 mil euros, respeita a urna divida a 30 de Junho de 2009, ainda o Benfica não tinha adquirido Júlio César, relacionada com a aquisição dos direitos de Rúben Amorim. O outro valor, de 41,66 mil euros, esse sim, respeita a uma prestação do negócio de Júlio César, vencida e regularizada em Julho de 2010. A mesma fonte disse ao nosso jorna! que os contornos da história são há muito conhecidos da Polícia Judiciária - que está a investigar o caso através da Brigada Central de Investigação Anticorrupção -, que se deslocou ao Restelo há cerca de meio ano por causa de Júlio César.

Benfica pede explicação à PJ
O Benfica solicitou ao director nacional da Polícia Judiciária a abertura de um «rigoroso inquérito que permita apurar a origem, fundamentos e intenções», segundo carta assinada pelo presidente Luís Filipe Vieira, das notícias ontem divulgadas sobre a busca efectuada no Estádio da Luz. «Os factos divulgados, embora deturpada e falsamente, só poderiam ser do conhecimento da Polícia Judiciária», lê-se ainda no documento. Também ontem, Miguel Ferreira, administrador da SAD do Belenenses à data da agora polémica transferência de Júlio César, garantiu à Lusa que a venda foi feita com toda a «transparência, rigor e lisura».

Por via da complexidade do negócio de Júlio César... «uma equipa da Polícia Judiciária esteve no Estádio da Luz solicitando diversa documentação sobre a transferência do atleta Júlio César, nomeadamente sobre os comprovativos de liquidação da mesma ao C.F Os Belenenses SAD».

A partir daí – e também fruto da utopia que é ter sigilo por parte da PJ - deu-se azo a que se sucedessem os devaneios habituais de uns quantos iluminados que se julgam no direito de confundirem «ficção» com notícias. Foi assim que, em prol de tiragens e interesses, foram propalados – mais uma vez – “notícias” extremamente graves e de incalculável prejuízo para o bom nome dos profissionais do Sport Lisboa e Benfica;

Clique aqui para expandir a campanha de calúnias.

O Benfica e Jorge Jesus reagiriam em comunicados separados, o Benfica fazendo notar que «infelizmente, e apesar de ter prestado estes esclarecimentos, alguns jornais optaram esta manhã por uma prática inovadora: noticiar tudo aquilo que não aconteceu, envolvendo nomes de pessoas e jogadores que não foram alvo de qualquer diligência por parte da Polícia Judiciária. Desinformar é uma prática que, apesar de poder interessar a alguns, devia ser evitada pelos jornalistas, principalmente quando está em causa o carácter e a conduta de pessoas. Infelizmente, nem todos pensam assim. A Benfica SAD agirá judicialmente para com todos aqueles que de forma grosseira ultrapassaram os limites que o dever de informar impõe.», Jorge Jesus por seu lado «Tenho 57 anos e sempre vivi do meu trabalho. É algo de que me orgulho e não admito que ninguém ponha em causa. Aquilo que, hoje, dois jornais publicam (por sinal do mesmo Grupo de Comunicação) são calúnias que visam atingir a minha dignidade e o meu carácter. A cobardia de quem insinua com base em fontes sem cara diz bem da credibilidade das notícias. Não há desmentido que corrija o prejuízo moral que já causaram, mas os tribunais, ainda que daqui a muito tempo, irão, seguramente, penalizar este jornalismo de terroristas.»




Como escreveria João Rui Rodrigues; «No Record continuaremos a fazer aquilo que é nosso compromisso diário: informar o leitor com rigor. Sem boicote ou revisão do regime.»






Pois...


 obrigado ao Anti-Benfica.COM





por, karlos


 



 

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